Criaturas de si mesmos
Eles precisam mais do que possuem: mais respeito, mais admiração, mais dinheiro, mais poder, mais brilho social. Uma boa parte de suas as energias em simular bem-estar, bom humor, segurança em si mesmos. Parecem estar profundamente satisfeitos de suas vidas, seguros de suas opiniões. Se não fosse por seus pequenos fracassos, que bem se sentiriam por trás de seus sorrisos de dentes bem cuidados, de seus gestos enérgicos praticados em frente do espelho, de sua falsa bondade, de seu falso equilíbrio interior. Elas se negam a ter filhos por temer perder a beleza de sua cútis. Elas escondem a indiferença por seus filhos atrás da exagerada e estilizada preocupação, alimentada pelos conselhos de revistas. Todos eles ambicionam ser campeões de algo, diretores de algo. Eles tem o coração duro, a mão fechada, o olhar vazio. Eles pensam que o mundo é um parque de diversões e que sua missão na vida é entrar em todos os jogos, ganhar todos os prêmios. Sonham com fazer sua vontade em tudo, aspiram a liberar seus instintos, a dominar sem falhas. Eles sonham com a contínua autosatisfação. Podem perdoar tudo, menos a suspeita de que sua personalidade não é brilhante, que seu destino não é maravilhoso, de que sua conduta não é irreprovável. Eles, todos eles, perfumam tudo, desodorizam, enceram, pulem tudo, criam ao seu redor um mundo fantástico, brilhante, inobjetável. Quanto a esses, não posso deixar de vê-los como criaturas de si mesmos, do que realmente são. Mas existem aqueles que também levam vidas trágicas, aborrecidas, estereotipadas. Para eles o mundo está demasiado povoado, é demasiado ruidoso. Eles estão fartos, enfastiados, só querem esquecer e dormir, dormir e esquecer. Para eles custa suportar a vida, não lhes parece que mereça ser vivida. Uns poucos são ou foram toxicômanos, perigosamente agressivos. Porém a maioria só matou em sonhos... É verdade que cometeram numerosos e terríveis crimes, porém somente dormindo. Quando crianças, atravessavam borboletas com alfinetes. Muitos deles seguem sendo rebeldes, insolentes, críticos, violentos, cruéis. Não toleram a seus companheiros, seus pais, seus filhos. São implacáveis com seus subordinados. Aspiram ao poder simplesmente e tão somente pelo poder. Eles são os bebedores solitários, os bebedores noctívagos, com os cotovelos nos joelhos e o olhar perdido. Eles praticam com prazer a crítica maliciosa, a brincadeira sarcástica. Eles conhecem todas as formas de suicídio, desde as drogas até a amargura, desde a recusa dos medicamentos até o silêncio. Eles vivem vidas atribuladas, difíceis de viver. Não, não há amores felizes para eles. Eles só cantam canções de desalento, de tristeza, de desesperança, de morte. Quanto a esses, também não posso deixar de vê-los como criaturas de si mesmos, do que realmente são. por Célia Regina Barollo
Rafa Bouças
Escrito por Rafa Bouças às 22h12
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Saudades
Aqui estou... Meia garrafa de rum. Meio charuto... Meio bêbado, talvez... Mas isso não vem ao caso. Estou inteiro, por completo, só para falar de você ou para você. Só você! Hoje, só você vem ao caso... Quero começar dizendo que sinto saudades. Sinto saudades do seu abraço. Do seu corpo magriço, envolvendo meu corpo. Sinto saudades da época dos chocolates, balas e doces. Da época que trocava tudo isso por um beijo. Saudades das raspadinhas que sujavam minhas unhas. Saudades principalmente quando ganhávamos e íamos correndo para banca trocar por outra cartela. Que saudades dos pães de doce de leite... Das tardes de terças, quintas-feiras... Sei lá! Eram tardes que jamais esquecerei. Jogar bola com você no quintal... Meu melhor lateral direito... Saudades desse tempo que passou... Saudades das nossas conversas... De quando você me apresentou o jornal, o livro, a informação, o conhecimento. O mundo... Saudades do primeiro cigarro, do primeiro trago, do primeiro gole de pinga. Sinto saudades até das suas poesias ‘improvisadas’ para minhas namoradinhas. Sim, minhas namoradas, mas era você que surpreendia... E eu queria tanto que tivesse conhecido todas elas... Saudades do seu jeito moderno e liberal de ser. De quando não recriminava meus brincos e tatuagens. Que saudades de quando cantávamos o hino do Corinthians e perturbávamos os demais. Saudades... De tudo. Saudades... De você. Sim, você foi importante pra caralho. Não foi muito, nem muitíssimo... foi pra caralho! Talvez eu sinta saudades de tudo que lembro. E você sempre foi a maior proteção, o maior referencial. E hoje continua da mesma forma, pois aqui dentro de mim você permanece vivo. E é difícil entender essa lógica que você nunca mais vai voltar... Rafa Bouças Dedicado à Oswaldo Bouças
Escrito por Rafa Bouças às 01h17
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Falando de Amor (Leoni)
Eu podia ser seu espinho, Ser a pedra no seu caminho, Seu ciúme doentio... Mas eu estou falando de amor. Eu podia ser sua tara, A ferida que nunca sara. Te humilhar, te dar na cara. Mas eu estou falando de amor. Eu estou falando de amor E não da sua doença. Eu estou falando de amor... Eu estou falando de amor E não do que você pensa. Eu estou falando de amor... Eu podia ter o segredo Pra te transformar num brinquedo, E te deixar morrendo de medo. Mas eu estou falando de amor. Eu podia ser seu escravo, Pra você deixar de quatro. Me fazer de gato e sapato. Mas eu estou falando de amor... Eu estou falando de amor E não da sua doença. Eu estou falando de amor... Eu estou falando de amor E não do que você pensa. Eu estou falando de amor... Eu podia ser um mistério E viver cercado de estórias. Só te olhar do jeito mais sério, Mas eu estou falando de amor. Eu podia ser a ternura, Sem desejo, beijo, nem sexo. Ser somente a história mais pura, Mas eu estou falando de amor. Eu estou falando de amor E não da sua doença. Eu estou falando de amor... Eu estou falando de amor E não do que você pensa. Eu estou falando de amor... Dedicado à... ah, deixa pra lá. Rafa Bouças
Escrito por Rafa Bouças às 22h46
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Bendito
O texto abaixo - simplesmente incrível - é de um comercial da Quilmes veiuculado para a Copa de 2006. Vale a pena também conferir o vídeo, clique aqui. Embora seja da Copa passada foi um belíssimo trabalho, que mostra superioridade frente as propagandas em época de Copa das cervejas brasileiras. É verdade também que a cerveja deles é melhor do que a patrocinadora da seleção canarinho. Quanto as seleções cada um tem o livre abítrio. A minha torcida é a mesma desde a Copa de 94 quando, de fato, descobri o futebol... Fuerza Argentina! Bendito Bendito seja o mundial com que sonhamos. Bendito cada nome que nos foi designado. Benditos os garotos que sempre revelamos. O peso da história... O respeito ganhando. Malditas sejam as lembranças dolorosas. Maldita fraqueza e a injustiça que vivemos. A volta pra casa de cada um pelo seu lado. As finais sem jogar... A queda no meio do caminho. Bendita a anestesia geral para as dores. As tristeza que curamos com abraços. As gargantas que se rompem pelos gols. Nos sentirmos os melhores por um momento. Malditos os sorteios e os grupos da morte. Os controles ao acaso que traçaram nossa sorte. Malditos os mesquinhos que jogam sem poesia. Os que batem, os que invejam, Os que rompem e lastimam. Bendito seja o orgulho com que entramos no campo. O jogador e a bola... Não se sujam. A TV que repete o chute... Encher as redes adversárias, enchendo nossos peitos... Merecer a camisa! Os turistas, os cronistas, os patrocinadores, os amigos, o hino. As mulheres assistindo as partidas. Benditas as macumbas que dão certo. As risadas e o choro que lembraremos tanto. E bendito esse momento que nos trás o futebol, De poder mudar nosso destino E sentir outra vez de frente ao mundo... O glorioso... E o peso... De ser Argentino.
"Hola, mi bueno amigo. Esta copa volveremo a estar contigo. Te alentaremoo de corazón, Esta es tu hinchada qe te quiere ver campeon! No me importa lo que digan. Lo qe digan los demas. Yo te sigo a toda parte, Cada vez te quiero más!" ¡ Suerte ! Rafa Bouças
Escrito por Rafa Bouças às 23h41
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Algum dia, quem sabe.
Quem sabe algum dia, vou poder dizer algo que, de fato, irá te importar. Algo, quem sabe, sábio. Quem sabe, algum dia, saber um pouco mais do que sei. E, quem sabe, pouco a pouco, errar um pouco menos com você. Quem sabe esse tempo sirva de algo. Quem sabe a vida não tenha o tempo necessário. Algum dia, quem sabe, te direi algo suficiente... Rafa Bouças
Escrito por Rafa Bouças às 23h01
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Só com mudanças as empresas se salvam
As empresas que resistiram às inovações mercadológicas, servindo como casa de repouso para seus executivos acomodados, não sobreviverão ao atual estágio do mercado. A hesitação demasiada de muitos empresários e executivos para efetuar modificações organizacionais inevitáveis, exigidas pela evolução competitiva, está provocando o fracasso de inúmeras empresas. Mesmo com as vendas em queda e perda de mercado muitos ainda persistem em continuar utilizando tecnologias obsoletas, sistemas administrativos ineficientes e equipe sem qualificação. É crucial dar atenção aos fatores que, na última década, estão forçando as empresas a mudar seus procedimentos: a globalização da economia, as exigências de qualidade, concorrência, novos produtos, terceirização. A globalização da economia passou a exigir maior capacidade competitiva de todas as empresas. O mercado das empresas é o mundo inteiro: de carros a computadores, todos são distribuídos mundialmente. Nenhum empresa pode pensar seu modo de atuação regionalmente, pois de alguma forma será afetada pelas políticas mundiais de comércio. Se ela não conquistar novos mercados, os concorrentes virão para cá e tomarão seu espaço. As exigências de qualidade também modificaram os comportamentos empresariais. Consumidores, empresas e indivíduos exigem de seus fornecedores qualidade dos produtos, e nas relações empresas-mercado comprometimento ecológico e social... As negociações tornam-se mais difíceis, os clientes exigem preço e qualidade. Os compradores tornaram-se exigentes e impõem requisitos que apenas fornecedores organizados e competentes conseguem atender. Os demais fornecedores, que possuem um fraco sistema de marketing, estão decretando sua exclusão do mercado paulatinamente. Ou as empresas tornam-se competitivas ou fecham! Administradores tiveram que modificar seu modo de pensar para adaptarem-se a essa nova realidade. A estrutura das organizações teve que ser modificado para que cada função ou departamento funcione como um elo de um sistema de desenvolvimento e distribuição de produtos e serviços. Cada departamento contribuindo para agregar valor ao produto final. A estrutura piramidal passou a não funcionar dentro desse esquema, sendo substituída por uma estrutura linear, ou matricial, composta por diversas unidades de serviço. O trabalho em equipe passou a ser fundamental para o sucesso da organização e cada indivíduo passou a ver seu companheiro como um cliente. Cada profissional teve que buscar possuir uma visão generalista para entender a importância de sua função dentro da organização e do mercado. A empresa que resistiu a essas inovações mercadológicas e às tecnológicas, servindo como casa de repouso onde se recebe um salário no final do mês para executivos acomodados, passou a não sobreviver neste cenário. E aquelas que ainda insistem em resistir, ganharam uma sobrevida apenas. Ou mudam ou desaparecem. SANTANA, José. Só com mudanças as empresas se salvam.
Escrito por Rafa Bouças às 23h12
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“Efeito Shiva”
Semana passada em uma reunião de trabalho, discutíamos uma série de mudanças que ocorreram nos sistemas da empresa e que impactam diretamente na produtividade / desempenho da equipe. Em um dado momento, dei a minha sugestão, aleguei que precisávamos alterar, ou melhor, adaptar a nossa rotina, rever a maneira que trabalhamos, etc. Afinal, todos reconhecem que a mudança se faz necessária e que terá resultados positivos, no entanto, a forma com que tal projeto foi conduzido também acredito que tenha sido equivocada. Enfim, concluí dizendo que aquele era o momento oportuno para um “Efeito Shiva”. Para a minha surpresa ninguém compreendeu minha colocação. Em seguida, expliquei a expressão e todos entenderam – claro que alguns viram mais sentido do que outros –, e isso me motivou a escrever esse texto. Pouco conheço sobre o Hinduísmo, sendo que respeito muito essa religião que é a principal na Índia e uma das mais antigas do mundo. Porém, sei basicamente sua origem, sua divindade suprema que é denominada Trimurti, sendo composta pelos três principais Deuses do Hinduísmo: Brahma, Vishnu e Shiva. Resumidamente tais Deuses são, respectivamente, os Senhores da Criação, Preservação e Destruição. Sim, Shiva é conhecido como o destruidor na Trimurti. O Deus que destrói para construir algo novo, com o intuito de renovar, de transformar. Tal filosofia / crença me fascina, pois demonstra o conceito de renovação cíclica da vida. Por isso, na ocasião, utilizei a expressão “Efeito Shiva”. Ou seja, efeito responsável por mudanças e revoluções, destruindo o antigo para dar lugar ao novo. Aproveito e deixo o convite para que você faça um reflexão e identifique aonde possa exercer o seu “Efeito Shiva”. Um abraço, Rafa Bouças
Escrito por Rafa Bouças às 22h43
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Janelas…
Olha lá, quem tá on no msn. Quem diria, hein? Outrora, uma janelinha tão importante… E agora? Bah, agora tanto faz. E pensar que eu passava horas e horas esperando você entrar. E quando você entrava, nossa! Só eu sabia como meu coração disparava, como eu ficava eufórica em ver sua janelinha, como eu ficava toooda idiota, calculando quanto tempo esperar para te falar um “oi”. Claro, porque se eu falasse assim que você ficasse on, pareceria desesperada demais. Se demorasse, vai que você saia de novo! E, nesses poucos minutos, a agonia tomava conta de mim. Mesmo porque, esperar um “oi” seu era terrível. Era a certeza de que não falaria com você naquele dia. Aí, meu mundo caiu e já era. Esperar mais um dia pela sua janela.
Agora, a sua janela não produz efeito nenhum. Pode estar on, ausente, ocupado, fazer spam. Sério, não dou a mínima. Não por vingancinha, orgulho… Nada disso. Simplesmente porque não me faz diferença mesmo. Engraçado isso, né? Hoje em dia, eu não sinto mais essa ansiedade por uma janela. As pessoas mudam, crescem, amadurecem sentimentos. A sensação das janelinhas pode até existir, mas com menor intensidade. Talvez apenas por uma gostosa nostalgia. Com certeza, todos nós já fomos, ou somos, as tão aguardadas janelas. E que todos nós somos, ou seremos, as janelas indiferentes. Que seja, já está tarde, e eu nem sei porque comecei esse texto… E minha janelinha da vez acabou de falar comigo! (: por Luka Dias | http://blogdaluka.wordpress.com/
Escrito por Rafa Bouças às 09h44
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De volta ao ‘novo mau tempo’
Ele nunca tinha sido assim. Mas certo dia ele acordou desse jeito. Isso, devido a uma série de acontecimentos, escolhas, atos, destino, acaso, nem ele nem ninguém sabe. E, provavelmente, jamais saberá o que desencadeou essa nova fase crítica e delicada. Esse novo mau tempo... Após uma série de tentativas, reflexões, e por todo seu comprometimento e seriedade diante o caso ao longo de um ano, ele, enfim, era aquele velho e bom. Diminuíra o medicamento por um período, até o grande dia que recebera alta. Tudo na mais bela perfeição, paz e alegria, conforme planejado no tratamento. Perfeição, paz e alegria... Tudo que não durou mais do que dois dias. Sim, novamente ele voltou a sentir-se estranho. Apesar de tudo ele se conhece muito bem. Sabe que algo está errado e o pior: ele reconhece as sensações e com um gosto amargo na boca, relembra de tudo que já havia passado a exatos doze meses. O mesmo olhar parado e cansado, aquela leve tontura incômoda, que pode ser confundida a um estado de sonolência, o andar pesado e um tanto incerto, além da já conhecida falta de apetite. Ele custa a acreditar e aceitar a forma que se sente desde a manhã de hoje. Olha para os próximos como quem pede ajuda, não fala nada, apenas olha. Quem o conhece rapidamente entende o que está acontecendo e o conforta. Instala-se um nó em sua garganta, acompanhado por uma vontade descomunal de livrar-se de tudo que o incomoda e que por pouco não é transformada em lágrimas. Lágrimas novas, mas justificando toda dor e agonia de algo já vivido. Não hesita em contatar seu médico, que o tranquiliza alegando a adaptação do cérebro a ausência da medicação. Enquanto o doutor fala sobre a atenção que deverá ter em relação aos sintomas nos próximos três dias, ele observa seu reflexo triste, vazio e frio no vidro da janela de onde trabalha. É orientado a procurar novamente seu médico caso esse desconforto continue nos próximos três dias. Sentado, com os cotovelos sobre a mesa, esfrega as mãos no rosto e decide, além de escovar os dentes, aguardar até sexta-feira. Rafa Bouças
Escrito por Rafa Bouças às 14h26
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Uma operação
Foi a operação mais violenta que já vi. Uma perseguição infundada, pois não tinham roubado, não tinham matado. Correram supermercado adentro. Eu estava próximo, na fila do caixa. Em seguida entraram por volta de sete a nove policiais. Jamais imaginei que aconteceria aquilo. Tiros... O que será que sentiram nesse momento? Encurralados, injustiçados... E o que sentem os assassinos autorizados pelo governo? Podem viver em paz com suas consciências? Só não pensem que podem matar a minha criança assim... E alegar que foi um 'tiro errado'. Pois o erro, foi justamente terem atirado. Rafa Bouças
Escrito por Rafa Bouças às 11h30
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Tango
Foi como uma explosão. Surgiu de forma inesperada e as consequências foram bem significativas. Na verdade, foi A explosão. Praticamente um Big Bang! E o barulho até agora ecoa em meus ouvidos. Um estilo? Mito? Apenas ritmo? O que foi aquilo... Um homem e uma mulher, acompanhados por toques de tambores africanos, bandoneon, violino e flauta. Tristeza, corpo e alma. Canções de muitos anos e, claro, um piano... Ouvi um tango. Compassado e ao mesmo tempo ligeiro. Futurista e nostálgico. Amado por negros, índios e ‘compadritos’. Dizem que foi a margem do Rio del Plata, porém sem saber muito bem quando. Um belo dia... Nasceu o tango. Tango... Tango... Rafa Bouças
Escrito por Rafa Bouças às 11h42
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Jesus Marca Registrada
Dizem que os herdeiros do Che nunca aceitaram ou requereram direitos autorais sobre a imagem do barbudo que estampa milhões de peitos, burgueses e proletários, mundo afora. Licenciar uma marca assim teria dado uma dinheirama capaz de financiar muita revolução. Nem os de Bin Laden, se é que ele está morto. Algumas personalidades públicas podem ser reproduzidas livremente, sem haver risco de infração. Se alguém tira uma foto do Obama e resolve vender artefatos a partir da exploração essa imagem, ele não deve nada ao presidente. Só existem direitos do fotógrafo, não do fotografado. Andy Warhol não pagou um tostão de direito autoral dos herdeiros do Lincoln por reproduzir o cara em algumas de suas obras. Nem precisava. E por falar em barbudos, a arquidiocese do Rio de Janeiro negou autorização de uso da imagem do Cristo Redentor no filme 2012. Não se trata de uma polêmica. Não é novidade nenhuma que as igrejas se outorguem a propriedade de seus santos e deuses. A católica sempre foi uma Disney competente nessa lucrativa gestão. Mas Jesus copyright é uma coisa bizarra. Pela licença creative commons da imagem de Cristo! por Alphen, Fernand | http://www.alphen.com.br/
Escrito por Rafa Bouças às 11h31
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Eu, robô
Uma carta de amor. Brega! Sim, termo brega! Quem, hoje em dia, manda uma carta de amor? Isso não existe mais. Talvez por dois motivos: as pessoas não mandam mais cartas e o amor anda muito escasso. Juntar ambos é uma missão difícil! Logo, onde estão essas cartas? Onde está a espera por um sinal demorado do amado, como em Please Mr. Postman, dos Carpenters? O papel perdeu o valor. E ele é tão significativo! Aquelas palavras transcritas direto do coração. (estou muito brega hoje) Lindo! As fotos no papel. Que delícia que era aquele ritual de sentar com a família e/ou amigos e ver fotos e mais fotos. Momentos ali, materializados. Fotos enviadas com cartas... Aquele bilhetinho cheio de juras deixado estrategicamente na mochila do namoradinho da escola. Aquela folha de caderno toda preenchida repetidamente com “eu te amo” e cheia de corações. Aquela primeira página do livro com uma dedicatória. Aquele perfume espirrado no papel. Aqueles adesivinhos coloridos colocados no decorrer dos dizeres de uma carta. Hoje, o mundo é digital. Os sentimentos parecem estar digitalizados também. Até falar ao telefone parece uma coisa antiquada. O normal mesmo é trocar e-mails, sms’s, recados e depoimentos em redes de relacionamentos. E eis que os relacionamentos se tornaram públicos. Eis que os sentimentos não importam apenas para as duas pessoas em questão, mas para toda a rede. Sim, para amar de verdade é preciso falar para todo mundo. E no orkut/twitter/facebook, por favor! Um exemplo claro: estado civil. Ah, sim. O tal do estado civil. Hoje, é um dilema! Nunca se sabe que momento está vivendo. Mas – como tudo na vida, há um mas –, as redes de relacionamentos têm a resposta sempre. Vá no perfil da pessoa e cheque se está solteira ou não. Simples! Porque um namoro só é considerado namoro depois que o status for mudado na rede. É como se não valesse de nada o pedido, o jantar e o beijo após o sim. Porque, na verdade, o que conta é a divulgação. Divulgação de tudo. Da sua vida, dos seus afazeres, de quem são seus amigos, do que você comeu ontem, com quem você está. E não digo tudo isso querendo mostrar que não me submeto a esse mundo. Pelo contrário. Sou mais uma usuária, mais uma que utiliza dessas milhões de ferramentas digitais para viver e, por que não, divulgar a minha vida. Mas, tenho uma saudade absurda dos papéis, os famosos papéis. Afinal, é claro... tudo muda, mas certas coisas nunca perdem o valor para mim. texto de Mayara Alves | http://cromoxxomos.zip.net
Escrito por Rafa Bouças às 13h52
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Você é low profile?
Começo com o novo – já velho – discurso de que vivemos na era da informação, na sociedade da comunicação e, acrescento: inserido em alguma rede social. Sim, a cada dia nossa exposição é maior, claro, de acordo com nosso próprio desejo ou atitudes. Obviamente ninguém é obrigado a isso, mas vejo grande parte das pessoas que possuem acesso ao mundo virtual, utilizarem algum tipo de rede social. Lá compartilham desde opiniões a fotos. No âmbito corporativo, as empresas apostam – e acredito que investem – dia após dia na comunicação. Usam e abusam de todos os canais possíveis e imagináveis para falar com seus stakeholders, ou melhor, com o mercado em geral. Sendo assim, temos pessoas e empresas cada vez mais conectadas. Um ponto me chama a atenção, é o fato de alguns indivíduos tão antenados e comunicativos, loucos para falar, expressar, externar suas opiniões, dentro de tais empresas tão sedentas, ou melhor, atentas e dispostas a ouvir diferentes conceitos e percepções, nem sempre falam. Ou as organizações nem sempre ouvem. Acredito que por maior e sólida que for a empresa, não deixa de ser um gigante adormecido – para as empresas não tão grandes assim, digo que são pequenos adormecidos, que seja – o fato é: sempre é possível realizar melhorias e alavancar resultados. E isso somente é possível praticando o exercício da comunicação, ou seja, transmitindo e recebendo. Afinal, comunicação não é um produto formatado, mas sim um processo. Concordo quando profissionais reclamam que nas empresas em que trabalham, existe apenas comunicação externa, deixando a desejar no quesito comunicação corporativa. Mas por outro lado, e você? O quanto você tem falado? O quanto você tem demonstrado a vontade de manifestar e contribuir para o desenvolvimento de algo? Sim, você. Você que é tão popular e querido no Orkut, procurado diariamente no Facebook, seguido e admirado no Twitter... E na empresa? Você contribui para a comunicação corporativa? Será que você, logo você – tão conectado, antenado, expressivo – é um low profile? Há os que dirão que não são desse tipo de perfil. E, bem informados que são, irão alegar: low profile cabe somente a CEO´s, que não gostam de aparecer na mídia. Será? Ok... Então faça isso! Fique no conforto do anonimato, cuidando dos seus casos corriqueiros, achando que a exposição cabe somente a presidentes, que eu quero ver quando irá se tornar um executivo ou uma referência que seja. Digo mais, quer dizer, faço outra pergunta: qual seu conceito de low profile? Penso que é todo profissional que não fala ou mostra o seu trabalho, que tem receio de se expor e enfrentar possíveis críticas. Compartilho do antigo pensamento que “não basta botar o ovo, tem que cacarejar”. No entanto, cuidado! Pois o limite que existe entre divulgar seu trabalho, valorizando a exposição – não sendo, dessa forma, um low profile – e passar uma imagem de exibido, que busca todo momento se autopromover, é tênue. Rafa Bouças
Escrito por Rafa Bouças às 14h37
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2010
Em 2010, queremos paz! Não rompa o equilíbrio... Em 2010, queremos paz. Queremos, é claro, uma vida melhor para todos. Para isso, teremos que aceitar (ao máximo) todo e qualquer tipo de provocação. Em 2010, Que possamos nos conhecer cada vez mais e melhor. Que possamos conhecer os outros. Que sejamos independentes. Que saibamos criticar o comportamento dos governantes. Que saibamos protestar contra os mesmos. Queremos paz! Em 2010, É bom saber quanto a vida é dura. É bom saber também o quanto a vida dura. Saiba que sem você, alguém seria pobre e infeliz. Fato! Saiba também que ninguém tem nada de bom, sem sofrer. Mas o importante é saber que queremos, acima de tudo, paz! Inspire paz. Produza paz. E aproveite esse bom jogo da vida... Saúde e sorte! Um abraço, Rafa Bouças
Escrito por Rafa Bouças às 22h38
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Questões, momentos e porquês. Será o Benedicto?! Palavras minhas, palavras suas. Porque depois de soltas, elas são nossas.
- por Mayara Alves



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Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 20 a 25 anos
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